A importância de um blog corporativo

Há uns anos, quando os blogs começaram a estar na “moda”, surgiram como projetos pessoais. A maioria dos blogs apresentava-se como um espaço onde os autores escreviam sobre temas do seu interesse pessoal, como culinária, turismo ou desporto. Alguns desses projetos evoluíram para dinâmicas mais profissionais e as marcas começaram a ver interesse em anunciar nos blogs. Isto porque muitos desses blogs passaram a ter muitas visualizações, muitos seguidores, muito impacto. E as marcas querem aparecer onde os seus potenciais públicos de consumidores estão e onde as possam ver. As chamadas “figuras públicas” também passaram a ter os seus blogs pessoais, integrados numa estratégia de marketing pessoal. É muito comum desportistas, atores ou apresentadoras de televisão terem o seu próprio blog. Também nestes casos, muitas marcas têm interesse em estar presentes, por isso anunciam nestes espaços com o objetivo de serem vistas por potenciais clientes.

As marcas estão, portanto, despertas para a necessidade de aparecerem no meio digital e para a importância de surgirem associadas a certo tipo de conteúdo. Mas talvez a maioria ainda não se tenha apercebido da relevância de ter o seu próprio conteúdo… original, bem escrito, onde possam incorporar informação sobre os seus produtos e serviços.

Para que servem os conteúdos? Para vender!

Os conteúdos de um blog prendem-se muito com o chamado inbound marketing ou, numa tradução literal, “marketing de atração”, que é uma estratégia de produção de conteúdos para atrair potenciais clientes ou públicos interessados para o site/blog de uma empresa, marca ou instituição.

O objetivo é que os potenciais clientes/utilizadores de uma marca (seja uma marca de produto ou uma instituição, autarquia, clube desportivo, etc) encontrem a marca quando pesquisam pelos assuntos do seu interesse. Ou seja, as marcas não vão atrás dos potenciais clientes, eles é que chegam até às marcas. Como? Através de conteúdos de interesse disponibilizados por essas marcas, empresas ou instituições. Isto faz-se, em grande medida, através de um blog corporativo. Os sites são ferramentas de comunicação úteis, mas com dinâmicas diferentes. Um site apresenta a empresa, oferece notícias e informação útil e prática. Já o blog, aprofunda essa informação, oferecendo conteúdos escritos, de imagem ou vídeo que sejam relevantes em determinado assunto. O blog constrói autoridade, faz com que a empresa/marca seja uma referência no mercado em que atua. E fornece informação intemporal, que perdura para que possa ser novamente partilhada a qualquer momento. Um site e um blog são ferramentas distintas e complementares numa estratégia de marketing digital.

Esta é uma maneira de trabalhar a parte comercial do negócio de forma indireta. O objetivo é o mesmo da publicidade: o objetivo é vender. Mas a estratégia é diferente, é complementar à abordagem comercial direta e às notícias disponibilizadas nos sites institucionais ou nas redes sociais. Assim, ao mesmo tempo que os consumidores veem um anúncio de uma determinada marca na televisão, na internet ou numa revista… ao mesmo tempo que leem uma notícia no site, também se deparam com a marca quando fazem as suas pesquisas online. Encontram a marca sem a procurarem… consomem conteúdo sobre a marca quando procuram conteúdos sobre um tema que lhes interessa.

Dando um exemplo concreto: alguém que se interesse sobre alimentação saudável e biológica, ao pesquisar sobre este assunto, depara-se com um artigo sobre produção de maçãs biológicas. Vamos imaginar que esse artigo faz parte do conteúdo de um blog de produtores de fruta biológica. A marca investiu na produção de um blog de conteúdos com o objetivo de ter autoridade na matéria, de mostrar que é especialista, de aparecer mais bem posicionada nas pesquisas dos motores de busca quando os internautas pesquisam sobre estas temáticas.

O Blog como ferramenta de partilha

Um blog é uma ferramenta de comunicação que deve ser integrada numa estratégia global de marketing. Trata-se de uma ferramenta que permite fazer aquilo que os internautas de todo o mundo mais gostam de fazer, nomeadamente nas redes sociais: PARTILHAR. Os blogs são ferramentas de partilha de informação, permitindo a partilha de links com conteúdos, que podem surgir em sites, nas redes sociais ou até noutros blogs. Sendo uma ferramenta de partilha, um blog permite uma enorme interação com os consumidores, não apenas através das partilhas, mas também através dos comentários e opiniões de quem lê. As empresas que percebam a vantagem de ter um blog corporativo (estratégia já muito utilizada noutros países, mas ainda pouco explorada em Portugal) vão ser inovadoras e estar à frente da sua concorrência.

Um blog corporativo permite:

– captar novos clientes de forma orgânica;

– fidelizar clientes;

– aumentar a notoriedade e credibilidade da marca e criar autoridade no mercado em que a marca atua;

– criar conteúdos intemporais, que podem ser partilhados a qualquer momento em vários canais: site, redes sociais, etc. Um blog alimenta as outras plataformas e ferramentas de comunicação.

Para que esta estratégia seja bem conseguida é fundamental criar conteúdos de qualidade, que tenham em conta técnicas de SEO (Search Engine Optimization) para que as expressões certas façam parte dos conteúdos e estes possam ser mais facilmente “capturados” nas pesquisas dos internautas, ou seja, para que apareçam mais facilmente nos motores de pesquisa de forma orgânica (não paga). Também é necessário dar algum tempo para que a estratégia dê frutos. Trata-se de um trabalho de continuidade e os resultados podem não ser imediatos, mas vão ser sustentados a longo prazo.

Um blog corporativo vai gerar credibilidade, confiança no público, vai fidelizar os consumidores ou utilizadores dos serviços. Os consumidores exigentes são cada vez mais ávidos de informação. São exigentes e bem informados, mas também são esses que estão dispostos a ser mais fiéis a uma marca ou produto de que gostam. E estarão mais dispostos a recomendar essa marca, a partilhá-la e a falar sobre ela. Um consumidor assim vai ser o melhor embaixador de um produto ou serviço! As marcas que trabalham bem, com muita qualidade e que acreditam no que vendem só têm a ganhar em partilhar informação. Um blog corporativo é a melhor forma de o fazer.

Susana Veloso
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Vender sem vender

Vender produtos, vender serviços, vender ideias, conceitos, estilos de vida, emoções… O objetivo de qualquer empresa, instituição ou marca é captar públicos para vender mais. Captar audiências novas e fidelizar as habituais. Para isso é necessário ter o essencial: um bom produto ou serviço. E depois é necessário saber comunicá-lo da melhor forma, dependendo do que se oferece e dos públicos a que queremos chegar. Este processo será diferente conforme se trate de uma empresa/marca comercial ou instituição sem fins lucrativos, mas o caminho para lá chegar não é muito diferente de caso para caso. Há passos que têm que ser dados nesta escalada de divulgação e fidelização de audiências e que não se devem saltar, sob pena de galgarmos os primeiros degraus dois a dois, mas ficarmos cansados antes de chegar ao topo da escada.

1 – Em primeiro lugar devemos saber o que temos para oferecer. Quais os pontos fortes, as características e, acima de tudo, os benefícios do nosso produto. Mais do que enumerar atributos, será interessante mostrar os benefícios que o potencial cliente vai obter se contratar o nosso serviço ou comprar o nosso produto. À maioria das pessoas não interessará saber qual a largura dos pneus do carro, mas sim que isso lhe oferece maior segurança de condução. Quem procura os serviços de uma esteticista pretende melhorar o estado da sua pele e não saber exatamente qual a composição dos cremes e produtos utilizados.

O consumidor procura benefícios, quer saber o que tem a ganhar se comprar algo, se for jantar a determinado restaurante ou optar pelos serviços de um contabilista em detrimento de outro, por exemplo. O que ganho com a minha escolha? Mais segurança, mais confiança, mais prazer! Quase todo o benefício se pode traduzir nestes três sentimentos: a segurança e a confiança que temos por adquirir algo que nos vai trazer mais conforto, tranquilidade e a resolução dos nossos problemas. E o prazer, que passa pela sensação de nos sentirmos bem, mais bonitos, mais bem vestidos, mais divertidos, bem tratados, bem alimentados… mais aceites e mais felizes. E é isso que os “produtos” que têm que ser vendidos sem o tradicional ato de venda devem proporcionar: felicidade! Mas disso falaremos mais à frente neste artigo. Não nos esqueçamos do título: “Vender sem vender”.

2 – Depois de sabermos o que temos para oferecer, devemos saber a quem queremos chegar. Que públicos queremos captar? Quem tem a necessidade do nosso produto/serviço. E ainda os que não têm a necessidade ou não sabem que a têm, mas em quem podemos vir a criá-la. Quem mora na área geográfica em que atuamos, quando esse fator se aplica, também é um público óbvio a considerar. E ainda (e não menos importantes) os que não residem por perto, mas nos podem visitar porque temos algo desejável para oferecer. Não é por acaso que várias autarquias incluem nos seus slogans a palavra “Visite”, “Visitar” ou mesmo “Visit”, na versão inglesa do termo, o que permite captar públicos de diferentes nacionalidades mas, acima de tudo, demonstrar uma personalidade moderna, de quem quer receber de braços abertos todos os públicos, venham eles de onde vierem. “Visit Viseu”, “Visit Lisboa”, “VisitPortugal”.

Neste processo de definição das ofertas que temos para fazer, é importante perceber muito bem a “matéria prima” disponível. Por vezes o óbvio pode ainda não ter sido valorizado e é aí que está, muitas vezes, o segredo para a captação de novos públicos. A este respeito, dou o exemplo da autarquia de Peniche, zona balnear mais ou menos esquecida até há 10/15 anos e que, recentemente, se tornou numa das mecas do surf nacional e mundial por força da vontade e persistência de um autarca que soube trabalhar a excelente matéria prima que tinha à disposição. Em 2018 a península vai receber, pelo décimo ano consecutivo, uma etapa do Circuito Mundial de Surf, acontecimento que pôs Peniche nas bocas do mundo e o mundo com os pés nas praias de Peniche. O mar e as dunas já lá estavam, sempre estiveram, mas ninguém tinha promovido o seu potencial, até o então presidente da câmara começar a chamar a Peniche a “Capital da Onda”. E não é que pegou? Pegou porque o produto é bom, tem potencial. Estava lá tudo, só faltava dizer ao mundo que Peniche estava lá! Dizer e repetir muitas vezes, criar uma relação emocional com os potenciais públicos, com os residentes, com os de fora, com todos os turistas, com os potenciais públicos. E isto é “vender sem vender”, ou seja, ir vendendo a ideia, o conceito, ir criando uma marca na mente do público.

3 – A captação de novos públicos é essencial para alargar o leque de compradores, frequentadores ou visitantes de um local. Mas, fidelizar os públicos habituais (e os novos que entretanto foram alcançados) também é muito importante. É fundamental alimentá-los com informação e conteúdos interessantes. Tratando-se de públicos que já conhecemos, podemos e devemos medir o seu grau de interesse sobre cada matéria e oferecer mais sobre as temáticas mais desejadas. Um grupo de cidadãos residentes, por exemplo, pode ser dividido em vários sub grupos: os que se interessam por tudo de forma genérica e querem manter-se atualizados sobre as notícias da sua cidade; os que se interessam apenas pelos eventos culturais e de lazer; os que se interessam pela temática desportiva; os que preferem estar por dentro dos assuntos “mais sérios”, que dizem respeito à organização político-financeira do município ou freguesia onde são cidadãos eleitores, etc. A informação deve ser divulgada em diferentes plataformas e através de diferentes ferramentas de marketing (e marketing digital) conforme o objetivo/público a atingir.

Depois de captados os leads, esses contactos preciosos devem ser geridos da forma mais inteligente possível. Porquê? Para que não se percam. O mais difícil não é levar alguém a subscrever uma newsletter eletrónica ou ser seguidora da nossa página numa rede social. O mais desafiante é manter essa pessoa como fã fiel dos conteúdos disponibilizados pela marca, empresa ou instituição. A estratégia passa por uma segmentação de temas que permita distribuir conteúdos de interesse com regularidade, mas sem que se torne maçador para quem recebe. Uma base de dados bem organizada, segmentada por interesses e/ou outros parâmetros diferenciadores, é uma ferramenta muito importante na divulgação de informação, produtos, serviços e experiências.

4 – Ora, são precisamente as experiências que nos levam novamente para o título do artigo: “Vender sem vender”. Para algumas marcas este processo de chegar a potenciais interessados não é um caminho direto, como já vimos, nomeadamente quando se trata de localidades, espaços geográficos de identidade própria que pretendem vender essa identidade e fazer com que mais pessoas a reconheçam como marca e se “enamorem” por ela. Ou seja, não se trata de chegar a compradores, mas sim a “públicos” com os quais se pretende criar relações efetivas e emocionais. Tomando como exemplo, mais ou uma vez, uma cidade ou região, o que se pretende é atrair públicos para o território. Atrair pessoas interessadas em visitar o local e, depois de o visitarem, voltarem e trazerem mais pessoas.

Que tipo de públicos as cidades ou localidades querem atrair? Os que lá vivem e os outros que escolhem aquela localização para disfrutar das experiências oferecidas, sejam elas gastronómicas, desportivas, culturais ou outras. A experiência de comprar em determinado local, descer determinado rio, subir uma certa montanha ou ver o mais bonito pôr do sol, são um produto muito vendável e muito apetecível, mas que não se promove como um par de sapatos. No caso dos sapatos, sabemos exatamente para que servem: para proteger os pés (é essa necessidade que vão suprir) e também para serem um objeto estético, de embelezamento, um acessório de moda que nos dá prazer ter. E é aqui que entra, não apenas a necessidade de termos algo que vai resolver um problema, mas o desejo e o prazer que isso nos dá. Ou seja, quando vendemos um par de sapatos, não estamos apenas a colmatar a necessidade de proteger os pés de alguém, mas também estamos a corresponder ao desejo daquela pessoa ter determinado objeto. Quando “vendemos” uma experiência ou um local, potencialmente estamos a vender muito mais o fator “prazer” do que necessidades diretas e reais. Provavelmente os nossos públicos nem terão nenhuma necessidade básica, apenas o desejo de visitar algo ou ter uma determinada experiência que, na maior parte dos casos, nem sabem muito bem qual. Então vamos vender-lhe essa experiência. Vender… sem vender! Vamos fazer com que visitem a nossa cidade, com que passeiem no nosso parque, subam à nossa montanha ou andem a cavalo nas nossas planícies. Vamos levar as pessoas a navegar o nosso rio, a provar a nossa gastronomia ou a visitar o nosso palácio ou museu. E vamos fazer com que digam: quero voltar! E continuaremos a fazer o nosso trabalho: a comunicar, divulgar informação e conteúdos interessantes sobre o que queremos promover. Continuaremos a criar relações de confiança e a vender sem vender. Até porque este tipo de produto, que implica experiências sensoriais, emoções e vivências, raramente se esgota e pode reinventar-se a cada dia. Se o produto for bom e a comunicação bem conseguida, se o público for corretamente alimentado e nutrido, vai aderir. E vai voltar.

Susana Veloso
Write Ideas

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Marketing digital: o principal aliado das empresas

“Como criar títulos impossíveis de serem ignorados”, “como tornar o seu vídeo viral”, “como escrever para atrair mais visitantes à página”. Estes são títulos que fazem parte de centenas de artigos publicados na internet e à mão de uma pesquisa rápida. E, na verdade, são ferramentas que fazem parte do atualíssimo mundo do marketing de conteúdo.

A internet é, de facto, um importante espaço para a comunicação das empresas com o público, quer sejam já clientes – sempre a fidelizar – ou potenciais clientes – a atrair. Daí a forte aposta das Pequenas e Médias Empresas nas novas técnicas de marketing digital destinadas a atrair, cativar e fidelizar compradores.

Estamos numa Era em que as marcas se mostram e comunicam de uma forma direta. E, do mesmo modo, neste mundo do imediatismo on-line, além de comprar, o consumidor também comenta o produto na página da marca, partilha informações nas redes sociais e, sem se dar conta, torna-se num publicitário da marca, tudo isto em tempo real.

Mas, por outro lado, comentários desfavoráveis no mundo virtual também poderão gerar grandes perdas para a empresa. É que, para quem pesquisa na internet por algo que pretende comprar e onde vai investir dinheiro, todas as opiniões são importantes para formarem a sua própria e dar resposta à questão fulcral: compro ou não compro?

É nesta medida que o mundo da web se tem tornado altamente aliciante para as empresas, em especial as PME, dado que aumenta a oportunidade de estarem visíveis, sem, no entanto, precisarem de grandes investimentos publicitários.

E para nós, especialistas em comunicação, esta é uma oportunidade de pôr ao serviço das empresas os vastos anos de experiência em áreas diversas da comunicação, agora aplicadas ao mercado virtual. Que tipo de palavras e frases podem conduzir mais pessoas a visitar a página de uma empresa? Quais os títulos e textos mais atrativos? E que conteúdos escritos e visuais podem gerar mais visitas no website ou facebook?

Estas são apenas algumas das perguntas às quais damos resposta com estratégias de comunicação digital assertivas que conduzem, sem dúvida, ao sucesso das empresas.

Paula Martins

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A comunicação quando nasce, é para todos

Há uns anos, na abordagem que fiz a um potencial cliente, deparei-me com uma resposta que talvez não fosse tão pouco comum à época: “Isso da comunicação não é para a minha empresa”. O tecido empresarial português composto, em mais de 95 por cento, por micro, pequenas e médias empresas, tem características próprias, que (felizmente) têm vindo a mudar nos últimos anos. Uma das peculariedades era o facto de não haver sequer uma gestão na maioria das empresas. Havia um “patrão”, mas não um gestor, muito menos uma estratégia. Estratégia de comunicação, então… “O que é isso menina? Publicidade não preciso!” – também cheguei a ouvir esta resposta.

Há uns 20 anos, ou talvez menos, a maioria dos pequenos e médios empresários, a geração dos que atualmente têm 60 ou mais anos, pouca formação tinha. Iniciavam os seus negócios porque achavam que tinham algum “jeito” para a coisa, porque os herdavam de família ou porque era essa a melhor forma que encontravam de meter mãos ao trabalho para se sustentarem, o que não é, em nada, criticável. É o que é. Era o que era.

Atualmente assistimos ao fenómeno das start-ups. Na essência, o processo parece semelhante. Na realidade, faz mexer a economia e o mercado de trabalho de forma muito diferente. Hoje surgem projetos empreendidos e geridos por profissionais qualificados, muitos deles com elevados níveis de formação. Alguns são jovens saídos das universidades, que optaram por dar corpo às suas ideias, outros são profissionais que já andam pelos 40’s, que se viram na “obrigação” ou simplesmente quiseram tentar novas formas de vingar no mercado de trabalho. Mas fazem-no com muito mais consciência do que acontecia há umas décadas. Fazem-no, acima de tudo, com a consciência de que podem falhar, na mesma proporção da vontade de vencer. E, se falharem, voltam a tentar, na primeira ideia de negócio ou noutra. Porque ideias é o que não falta aos portugueses!

Nestas empresas e na mente destes empreendedores já há, felizmente, lugar para a comunicação. Porque a comunicação, quando nasce, pode ser para todos. Adequada à necessidade, à dimensão, ao ramo de negócio e ao objetivo de cada empresa, a comunicação é uma mais valia e um investimento que deve ser tido em conta. Uma aposta tão importante e útil como ter um bom serviço de contabilidade, um excelente advogado ou um eficiente out-sourcing de logística.

Susana Veloso
Write Ideas

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Portugal campeão do mundo em 2018!

Se começou a ler o texto foi porque chamei a sua atenção. Poderia ter escolhido um título de cariz económico, que deixasse o leitor bem disposto, coisa mais ou menos rara quando falamos de notícias económicas, mas que pode acontecer, como por exemplo: “Desemprego cai abaixo dos 5% no primeiro semestre” ou “PIB cresce 10% nos primeiros três meses do ano”. No entanto, as probabilidades de ninguém dar crédito ao título, pensando que se tratava de um texto do dia das mentiras escrito com 2 meses de atraso, era alguma, pelo que a minha escolha recaiu sobre o futebol.

Mas o que é que o futebol tem a ver com comunicação? Tanto como a economia, a culinária, a puericultura, a religião ou a política. Tudo é comunicação e o que não é comunicado, nos dias de hoje, pura e simplesmente não existe. Mas essa é uma reflexão que deixo para depois…

Voltando ao futebol e ao porquê do título deste post, a verdade é que quis chamar a atenção. Quis que começasse a ler o texto e tenho a expetativa que, por esta altura, ainda navegue por estas linhas. Acredite que não é tarefa fácil! Escrever é um desafio, por parte de quem escreve e por parte de quem lê. As pessoas têm pouco tempo… ou melhor, o tempo é o mesmo do que há 20 anos, as solicitações é que são mais. A informação é mais, a comunicação está em todo o lado e em cada momento. E, no momento seguinte, já está desatualizada porque um novo post, tweet, notícia ou comentário tomou o lugar do anterior. Outra vez e outra vez…

O desafio de comunicar prende-se com o interesse do conteúdo. Chamar a atenção até pode ser relativamente fácil… Mas prender o leitor, cativar o consumidor, fidelizar o utilizador, já é tarefa mais puxada. Daí a tamanha importância de criar conteúdos de interesse. Conteúdos com interesse. Para quem lê, vê ou ouve. É esse o desafio a que nos propomos diariamente.

Susana Veloso
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